Em sessão ordinária da Câmara Municipal realizada na segunda-feira (20), o vereador Hidalgo de Freitas (PSD), usou a tribuna para fazer um alerta grave sobre a violência no ambiente escolar em Avaré. O parlamentar falou sobre as constantes brigas entre alunos que vêm ocorrendo não apenas dentro das dependências das escolas, mas também em seus arredores.
“Um ponto que foi citado também por esse vereador é em relação às agressões em porta de escola, frente de escola, lateral de escola”, declarou Hidalgo, afirmando que a situação foi amplamente reportada a ele pela população através de mensagens. “Igual um monte de gente me mandou mensagem”.
O vereador, que se disse disposto a “dar cara” e mostrar a realidade dos fatos, revelou que, após postagens anteriores sobre o tema, recebeu uma enxurrada de materiais que comprovam a gravidade da situação. “Recebi, depois dessas postagens, vários boletins de ocorrência, fotos, vídeos, que são absurdos, que acontecem dentro de dependências de escola e precisam ser tomadas atitudes”, disse.
Durante o discurso, Hidalgo exibiu um vídeo de uma briga ocorrida na porta de uma unidade de ensino, classificando a cena como “inaceitável” e mencionando que episódios semelhantes aconteceram recentemente em outras escolas. “Até quando esses jovens vão ficar se brigando, digladiando?”, questionou.
Um dos pontos mais contundentes da fala do vereador foi a crítica direta às pessoas que acompanham e registram as agressões sem tentar interrompê-las. “E sabe o que é o pior? Tem gente que não vai gostar do que eu falo. O pior são os idiotas que ficam em volta, gravando, achando que está tudo bonito. Bate! Vai lá! Faz isso! Gravando e não tomam atitude nenhuma”, desabafou.
Dirigindo-se ao vereador Barreto, Hidalgo defendeu a responsabilização coletiva nesses casos. “Tinha que responsabilizar todo mundo. Isso aí não pode acontecer”.
Como medida concreta para enfrentar o problema, o vereador anunciou a protocolar um requerimento, solicitando informações oficiais. A cobrança é direcionada ao Comando da Polícia Militar e à Diretoria de Ensino de Avaré.
Ele pede esclarecimentos sobre a frequência e a eficácia das “rondas, ações preventivas, ostensivas” realizadas pela PM nas proximidades das escolas. Em relação à Diretoria de Ensino, a solicitação busca entender quais medidas pedagógicas e administrativas estão sendo tomadas para coibir a violência.
Hidalgo também abordou a limitação do poder legislativo municipal per as instituições estaduais. “Muitas das vezes, segundo informações, nós, vereadores, não podemos entrar numa escola estadual. Mas nós temos o dever, sim, de defender os jovens. Nós temos o dever, sim, de defender aqueles profissionais que estão lá”, argumentou.
O parlamentar finalizou com um apelo por engajamento, alertando para as consequências trágicas que a omissão pode causar. “Não estou falando quem está certo e quem está errado, mas é inaceitável a gente chegar nesse ponto. Daqui a pouco está morrendo gente em escola por causa de briga, e aí? Nós, vereadores, fizemos o quê? Nada! Então a gente tem que realmente se engajar nisso”.
Ele também expressou preocupação com o impacto psicológico nos estudantes, citando que “muita gente, criança que está dentro da casa e não quer ir para a escola”, muitas vezes sem que os pais tenham pleno conhecimento do que se passa dentro da sala de aula.
A situação agora aguarda os posicionamentos oficiais da Polícia Militar e da Diretoria de Ensino, que foram formalmente cobrados pela Câmara Municipal.


















