A Delegacia de Defesa da Mulher de Avaré cumpriu na última quarta-feira (11), um mandado de busca e apreensão na residência de um professor investigado por assédio sexual contra uma aluna que, na época dos fatos, tinha 16 anos. A ação contou com apoio da Delegacia de Investigações Gerais e resultou na apreensão de aparelhos eletrônicos que serão submetidos a perícia.
Em entrevista ao Inter News, a delegada Janaína Jacolina Morais, titular da DDM, detalhou o andamento das investigações e esclareceu pontos sobre o caso que tramita em segredo de justiça.
Investigação teve início com registro da genitora
A delegada explicou que as apurações começaram no ano passado após a mãe da adolescente procurar a delegacia para registrar um boletim de ocorrência. Diligências foram realizadas pela equipe da DDM ao longo dos últimos meses até que, no dia 11 de fevereiro, foi cumprida a ordem judicial de busca na casa do professor.
“Esse caso trata-se de um boletim de ocorrência que foi registrado pela genitora no ano passado, a natureza de assédio sexual. Diligências foram realizadas pela DDM, e na data do dia 11 de fevereiro nós realizamos busca na residência deste professor, onde foram apreendidos aparelhos eletrônicos que serão encaminhados para perícia”, afirmou Janaína Morais.
Segundo a autoridade policial, a investigação busca esclarecer a natureza do envolvimento entre as partes, bem como apurar possível contato do investigado com outras menores de idade e acesso a sites de pornografia envolvendo adolescentes e crianças.
Vítima confirmou relacionamento em escuta especializada
A delegada informou que a adolescente, atualmente com 17 anos, já prestou depoimento por meio de escuta especializada, procedimento que visa evitar a revitimização. Durante a oitiva, a vítima confirmou ter mantido um relacionamento amoroso com o professor.
“Era um relacionamento de casal e, após o término, houve contatos através de redes sociais, trocas de mensagens. Toda essa documentação encontra-se encartada no procedimento investigativo”, detalhou.
Janaína Morais acrescentou que existe a possibilidade de terem sido realizados registros íntimos durante o relacionamento com a menor. A adolescente não frequenta mais a escola onde conheceu o professor, e ele foi afastado de suas atividades profissionais até a conclusão do procedimento criminal.
Tramitação em segredo de justiça
A titular da DDM ressaltou que o caso tramita em segredo de justiça em razão do envolvimento de uma menor de idade, o que restringe o acesso público aos autos do processo. A medida legal busca proteger a identidade e a integridade psicológica da vítima durante toda a fase investigativa e processual.
Possibilidade de prisão preventiva
Questionada sobre os próximos passos da investigação, a delegada afirmou que, caso sejam reunidos elementos suficientes que indiquem a prática de outros delitos, poderá ser solicitada à Justiça a prisão preventiva do investigado.
“Existindo elementos informativos a respeito de condutas típicas, poderá sim ser pleiteada a constrição da liberdade deste investigado”, declarou.
A polícia aguarda agora os resultados da perícia nos materiais apreendidos, que podem fornecer novas evidências sobre as condutas atribuídas ao professor.


















