Primeiro depoimento foi da denunciante; testemunhas serão ouvidas ao longo da semana, sem transmissão ao vivo
A Comissão Processante instaurada para apurar denúncia de quebra de decoro por parte do presidente da Câmara Municipal, vereador Cabo Samuel Paes, deu início aos trabalhos nesta terça-feira (24). A primeira a prestar depoimento foi Juliane Cristina de Oliveira, autora da denúncia que motivou a abertura do processo.
Na quarta-feira (25), serão ouvidos quatro testemunhas: Rodrigo Zamonelli e José Fernando Theodoro da Silva, ambos servidores da Câmara, além de Fábio Cromeck e José Ricardo Godoy. Já na quinta-feira (26), será a vez de Vinícius Berna prestar depoimento.
Todas as oitivas começam às 9h e, por determinação da comissão, não serão transmitidas ao vivo pelos canais digitais da Casa, visando à preservação da coleta de depoimentos entre as testemunhas.
A comissão é composta pelos vereadores Hidalgo André de Freitas (presidente), Magno Greguer (relator) e Moacir Lima (membro).
ENTENDA O CASO – As denúncias têm como pano de fundo os acontecimentos ocorridos durante uma sessão extraordinária no dia 1º de dezembro de 2025, quando foi aprovado um projeto de lei que reajustava os salários dos vereadores.
Na ocasião, o munícipe Vinícius Berna protestou de forma veemente contra a proposta. O presidente da Casa, Cabo Samuel Paes, solicitou que ele se manifestasse de forma pacífica. Diante da recusa, Paes determinou a retirada do cidadão do plenário. Berna foi imobilizado e retirado à força por quatro pessoas, entre elas o próprio presidente.
Após o episódio, Vinícius Berna registrou Boletim de Ocorrência, relatando ter sido agredido pelas quatro pessoas, com arranhões no rosto e nos braços. Em publicações nas redes sociais, ele admitiu ter se exaltado devido à indignação com o projeto, mas negou ter agredido intencionalmente os servidores.
A Câmara Municipal, por sua vez, afirmou que a confusão foi registrada pelas câmeras de segurança e que não houve agressão por parte dos servidores ou do presidente, tratando-se de uma imobilização legítima diante da resistência e agressividade do munícipe. A Casa informou que as imagens foram entregues às autoridades e reiterou que não tolerará ações que atentem contra a ordem no Legislativo.
Em pronunciamento, o presidente Cabo Samuel Paes classificou o ocorrido como “triste” e defendeu sua atitude como necessária para “preservar a segurança”. Ele afirmou que agiu como policial para imobilizar e retirar o indivíduo após as devidas advertências.




















