Em uma reunião na tarde desta sexta-feira (9), o prefeito Roberto Araújo anunciou a continuidade do Projeto de Lei para o enquadramento das Auxiliares de Desenvolvimento Infantil (ADIs). A notícia foi recebida como um marco na longa luta dessas profissionais por reconhecimento e equidade na rede municipal de ensino.
Além do prefeito Roberto Araújo, estiveram presentes no encontro o secretário municipal de Educação, César Oliveira; o assessor e diretor de escola, Gustavo Prado; e o vereador Pedro Fusco, líder do governo na Câmara Municipal.
“Estamos aqui reunidos para dar prosseguimento no Programa de Lei de Enquadramento das ADIs. Lembrando que em julho tivemos uma reunião com as ADIs e havíamos assumido esse compromisso, que agora, este ano, se tornará realidade”, destacou o prefeito Roberto Araújo.
O vereador Pedro Fusco assegurou celeridade no processo legislativo. “O mais rápido possível essa legislação estará encaminhada à Câmara Municipal e lá nós daremos andamento aos trabalhos. Teremos certeza de que os vereadores aprovarão essa lei e a situação das ADIs será regularizada no município de Avaré”, afirmou.
O secretário César Oliveira reforçou o compromisso: “Conforme prometido pelo prefeito Roberto Araújo, no dia 10 de julho, na nossa reunião, o enquadramento das ADIs será realidade”.
O anúncio representa uma guinada em um cenário municipal historicamente marcado por impasse. Durante a administração do prefeito Jô Silvestre, em 2023, a administração sustentava que não havia base legal para equiparar as ADIs ao magistério. Além disso, decisões judiciais já haviam apontado disparidades, como a jornada semanal de 40 horas das ADIs – contra 30 horas dos professores –, o que resultava em um valor-hora trabalhada inferior, mesmo com salários nominais por vezes equivalentes.
As ADIs lutam pela integração definitiva ao quadro docente da educação infantil, com a devida valorização profissional, como também o direito a receber o Piso Salarial do Magistério, conforme os valores atualizados para 2026, estabelecendo uma remuneração base justa.
Os profissionais também lutam pela adequação da carga horária para incluir as horas de trabalho pedagógico (HTP), equiparando-se às condições dos demais professores e garantindo tempo para planejamento e formação.
A expectativa é que o projeto seja enviado à Câmara Municipal nas próximas semanas, iniciando a etapa final de uma reivindicação histórica das educadoras que atuam diretamente no desenvolvimento das crianças avareenses.


















