A diretoria da Associação Atlética Avareense (AAA) emitiu, nesta quinta-feira (5), uma nota oficial de esclarecimento após a circulação de denúncias graves envolvendo um de seus associados. Segundo o comunicado, o indivíduo — que já foi desligado do quadro de sócios — é alvo de relatos sobre supostas condutas inadequadas envolvendo crianças e adolescentes nas dependências do clube.
Assim que tomou conhecimento das alegações, a diretoria do clube informou que adotou medidas administrativas internas para garantir a segurança dos frequentadores. A principal delas foi o desligamento imediato do suspeito do quadro social da instituição.
“Considerando a gravidade das alegações, o Clube adotou imediatamente medidas administrativas internas cabíveis, visando preservar a segurança e o bem-estar de todos”, afirma a nota.
O clube ressaltou que não fará juízo de valor ou afirmações conclusivas sobre o caso, respeitando o princípio da presunção de inocência, mas confirmou que toda a documentação disponível será encaminhada à Delegacia de Polícia para que as autoridades competentes conduzam a investigação criminal.
Questionada sobre como o indivíduo ingressou na instituição, a AAA esclareceu que os procedimentos de admissão foram seguidos rigorosamente. O processo inclui: Apresentação de documentação pessoal completa; Cadastro e análise prévia; Observância das normas internas da instituição.
A Associação Atlética Avareense finalizou a nota reforçando seu compromisso com a integridade física e moral de seus associados, especialmente os menores de idade. A instituição afirmou estar à total disposição das autoridades para colaborar com o que for necessário durante o processo de apuração.
Acusado se manifesta e nega conduta criminosa: “Nunca abusei de ninguém”
Na tarde desta quinta-feira (5), o munícipe Victor Hugo Ramos procurou a redação do Jornal A Voz do Vale para apresentar sua versão sobre as denúncias que resultaram em seu desligamento do quadro de associados da Associação Atlética Avareense (AAA). Em um relato emocionado, Victor negou veementemente qualquer conduta inadequada envolvendo menores e afirmou ser vítima de calúnia e racismo.
“Boa tarde, tudo bem? Primeiramente, as notícias que foram faladas ao meu respeito eu desconheço, pois nunca abusei de ninguém”, afirmou.
Victor, que alega ser dependente de medicação controlada e ter problemas de saúde — incluindo diabetes, pressão alta, convulsões e autismo —, detalhou o episódio que teria motivado as acusações dentro do clube.
“O que aconteceu na associação é o seguinte: eu estava tomando sol e o filho de uma das associadas, que tem raiva de mim, ficou me encarando. Eu só falei: ‘O que está me olhando?’. Só isso. Eu estava conversando com a salva-vidas e, posteriormente, sai da piscina, pois me senti incomodado com a situação”, explicou.
Em relação às crianças, Victor afirmou que sempre agiu com respeito. “Sou muito bom de coração. Estava comendo um lanche lá e as crianças sempre respeitei, cumprimentava perto dos pais”, garantiu.
Sobre o suposto vídeo que estaria circulando, ele alega desconhecer o conteúdo e negou ter mostrado partes íntimas a jovens. “Os jovens que viviam me ligando de madrugada, enchendo o saco, é que mostraram. Eu jamais mostraria algo íntimo a alguém. Tenho respeito por todos e tenho criança na minha residência”, desabafou.
Victor também relatou ter sofrido ataques após o caso vir a público. “Fui chamado de macaco, recebi ameaças, publicaram minha imagem sem autorização. Xingaram minha mãe de vários palavrões, coisas de baixo calão. Ela tem problemas sérios de saúde”, disse.
Sobre o desligamento do clube, Victor disse compreender a decisão da diretoria, mas reforçou sua inocência. “Automático, o clube desligou meu título. Achei justo. Nunca tive problemas com a justiça, meu antecedente é limpo. Jamais iria fazer algo que prejudicasse minha integridade e meu caráter”, declarou.
Ele informou que já registrou Boletim de Ocorrência por calúnia, difamação, injúria racial e ameaças. “Tomei as providências, já fiz BO. A verdade sempre vem à tona. Estou à disposição da polícia. Eu mesmo, se eu fosse do mal, me entregaria, porque quem não deve não teme”, desafiou.
Victor concluiu afirmando que frequentava o clube apenas para atividades físicas devido aos problemas de saúde. “Só frequentava o clube para a academia e piscina, iria fazer atividades físicas devido aos problemas de saúde. Essa é a verdade. Jamais seria do mal”, finalizou.
Confira a nota na íntegra:


















