RMorreu neste sábado (19), aos 106 anos, Antônio Genez Parize, uma figura icônica e um dos centenários mais conhecidos do Brasil. Genez, que completaria 107 anos em agosto, faleceu em Avaré, cidade onde residia desde 1936. A causa da morte não foi divulgada.
Nascido em Tietê em 1918, Genez Parize teve uma vida notável e multifacetada. Aos 14 anos, participou da Revolução de 32 não como combatente, mas como sacristão, auxiliando um padre na bênção das tropas.
Em Avaré, Genez construiu uma carreira diversificada. Foi alfaiate, jornaleiro e, por mais de 60 anos, juiz de paz, celebrando milhares de casamentos e sendo testemunha de inúmeras histórias de amor e união na cidade. Ele era viúvo da pianista Diva Cortez e deixa dois filhos, Maria Diva e Marco Antônio, além de netos e bisnetos, muitos deles residentes nos Estados Unidos, onde seu filho mora desde 1971.
A longevidade e a vitalidade de Genez Parize foram fonte de inspiração para muitos. Mesmo em idade avançada, ele mantinha uma rotina ativa, apreciando dirigir, pescar, frequentar a academia e sair com amigos. Sua determinação era tamanha que uma academia local leva seu nome como exemplo. Em 2022, aos 104 anos, fez questão de votar nas eleições, sendo o eleitor mais velho de Avaré.
Em 2018, sua rica trajetória foi eternizada no livro “Antônio Genez Parize – vida e obra de um centenário”, escrito pelo jornalista Flávio Mantovani e publicado pela Editora Gril.
Genez também fez parte do Coral Municipal, que lamentou a morte do centenário. “Morre, aos 106 anos, um dos nossos integrantes do Coral Municipal emérito. Senhor Genez Parize descanse em paz querido amigo”, publicou Neia Cerri.
As informações sobre o velório e sepultamento ainda não foram divulgadas pela família.




















