A Polícia Civil prendeu temporariamente, neste sábado (15), dois investigados pela morte de Jennifer Eduarda da Cruz Blimblem, de 18 anos, encontrada morta em setembro de 2021, em uma área rural de Avaré. As prisões foram realizadas pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Avaré e representam um novo capítulo na investigação do crime, que permanecia sem suspeitos presos desde a morte da jovem.
As circunstâncias das prisões e os elementos reunidos durante a investigação serão apresentados pela Polícia Civil em uma coletiva de imprensa marcada para a próxima segunda-feira (17), às 15h, na sede da Delegacia Seccional de Polícia de Avaré.
Segundo a instituição, a coletiva terá como pauta os recentes desdobramentos do caso Jennifer, incluindo a prisão dos dois investigados e as diligências realizadas pela equipe responsável pela apuração.
Participarão da apresentação o delegado seccional de Avaré, Fabiano Ribeiro Ferreira da Silva; o delegado titular da DIG, Adriano Leite de Assis; o investigador-chefe da Delegacia Seccional, Alexandre Novaes Costa Aurani; o investigador-chefe da DIG, Mário Celestino, além de outros policiais que participaram diretamente das investigações.
Corpo foi encontrado em área rural
Jennifer foi vista pela última vez em 24 de setembro de 2021. O desaparecimento foi registrado pela família quatro dias depois.
Em 30 de setembro daquele ano, o corpo da jovem foi encontrado em uma propriedade rural de Avaré, em avançado estado de decomposição. O proprietário do local percebeu a presença de urubus e outras aves e, ao verificar a área, encontrou o cadáver e acionou a Polícia Militar.
Segundo as informações divulgadas na época, Jennifer estava sem roupas e apresentava perfurações no peito e no abdômen. Roupas encontradas nas proximidades e mechas de cabelo localizadas na cerca da propriedade foram recolhidas pela polícia.
O exame necroscópico apontou que a jovem morreu em decorrência de traumatismo cranioencefálico. Devido ao avançado estado de decomposição do corpo, porém, não foi possível determinar a origem das perfurações encontradas.
Investigação se arrastou por anos
Na época do crime, a Polícia Civil analisou imagens de câmeras de segurança, ouviu testemunhas e levantou informações sobre os últimos passos da jovem. A principal linha de investigação considerava a possibilidade de Jennifer ter se encontrado com alguém durante o período em que esteve desaparecida.
O caso, entretanto, permaneceu sem uma conclusão e o inquérito passou por sucessivas prorrogações.
Agora, quase cinco anos após a localização do corpo, a prisão temporária de dois investigados marca uma mudança significativa no andamento da apuração.
A Polícia Civil informou que os detalhes sobre a participação dos investigados, os elementos obtidos durante as diligências e os próximos passos da investigação serão esclarecidos somente durante a coletiva de segunda-feira.
A corporação também ressaltou a necessidade de cobertura responsável do caso, em razão da natureza da investigação e da preservação de diligências que ainda estão em andamento.

















