Nova fase da Operação Comprador Fantasma apreende celulares, documentos, máquina de cartão e mercadorias ligadas às investigações.
A Polícia Civil, por intermédio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Avaré, deflagrou, na manhã desta quinta-feira (6), mais uma fase da Operação Comprador Fantasma, destinada ao cumprimento de mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão no município de Ibitinga. A ação representa o prosseguimento das investigações voltadas à desarticulação de um grupo criminoso suspeito de praticar estelionatos contra empresas do setor têxtil.
Durante a operação, foi cumprido mandado de prisão preventiva contra um investigado de 38 anos, expedido pelo Poder Judiciário após representação da autoridade policial responsável pelo inquérito, delegado Adriano Leite de Assis. O investigado foi localizado em sua residência e permanecerá preso à disposição da Justiça para posterior audiência de custódia.
No cumprimento das buscas domiciliares, os policiais civis apreenderam sete aparelhos celulares, uma máquina de cartão, diversos documentos, papéis fiscais e outros materiais considerados relevantes para a instrução do procedimento investigatório. Todo o material arrecadado foi lacrado e será submetido à análise pericial e técnica pela equipe responsável pelo inquérito.
As diligências também resultaram na localização de 18 rolos de 30 metros cada de toalha térmica para mesa, mercadorias apontadas como vinculadas ao esquema criminoso investigado. Os produtos foram encontrados em um imóvel indicado pelo próprio investigado após questionamentos realizados pelos policiais civis durante o cumprimento da ordem judicial.
Outro elemento de destaque da operação foi a recuperação de um aparelho celular que havia sido ocultado pelo investigado antes da entrada das equipes policiais. Conforme apurado, o telefone foi escondido sobre uma calha existente no telhado do imóvel, sendo posteriormente localizado e apreendido pelos investigadores, passando a integrar o conjunto probatório da investigação.
Primeira fase da Operação Comprador Fantasma
A nova ofensiva decorre das investigações iniciadas pela DIG de Avaré após uma tradicional empresa do município constatar que sua identidade empresarial havia sido utilizada de forma fraudulenta para aquisição de mercadorias junto a fornecedores do ramo têxtil. A partir do registro dos fatos, foi instaurado inquérito policial, que permitiu identificar a existência de uma estrutura criminosa organizada e especializada nesse tipo de fraude.
Como primeiro desdobramento da investigação, em 22 de julho, a DIG de Avaré deflagrou a primeira fase da Operação Comprador Fantasma, cumprindo mandados judiciais nos municípios de Santa Bárbara d’Oeste, Americana e Ibitinga. Na ocasião, foi preso preventivamente um investigado de 65 anos, apontado como um dos principais articuladores do esquema criminoso.
Naquela fase da operação, foram apreendidos R$ 9.089,00 em espécie, notebook, aparelhos celulares, cartões bancários, chips telefônicos, dispositivos de armazenamento de dados, documentos e cadernos contendo anotações que passaram a subsidiar o aprofundamento das investigações.
As apurações desenvolvidas pela DIG demonstraram que os integrantes do grupo utilizavam identidades empresariais falsas para negociar grandes compras junto a empresas do setor têxtil, direcionando posteriormente as mercadorias para receptadores localizados principalmente em Ibitinga, onde os produtos eram redistribuídos. Os prejuízos inicialmente identificados superam R$ 100 mil, sem prejuízo da identificação de novas vítimas ao longo das investigações.
O delegado Adriano Leite de Assis, titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Avaré, ressaltou que a continuidade da Operação Comprador Fantasma demonstra o comprometimento da Polícia Civil com a completa elucidação dos fatos e a responsabilização criminal de todos os envolvidos. Segundo a autoridade policial, as apreensões realizadas nesta nova fase possuem elevada relevância investigativa e contribuirão para o rastreamento da cadeia de receptação das mercadorias, a identificação de outros integrantes da organização criminosa e o fortalecimento do conjunto probatório que embasa o inquérito policial





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