Durante a sessão da Câmara Municipal de Avaré, realizada na segunda-feira (11), o vereador Everton Machado voltou a cobrar medidas mais rígidas contra proprietários de terrenos particulares que não realizam a limpeza dos imóveis.
Segundo o parlamentar, ele conversou recentemente com o prefeito sobre a necessidade de alterar a legislação municipal para aumentar o valor das multas aplicadas aos donos de terrenos abandonados ou tomados pelo mato. De acordo com Everton, a atual penalidade é considerada muito baixa diante dos transtornos causados à população.
O vereador destacou que moradores frequentemente reclamam da falta de cuidado de proprietários vizinhos, principalmente em casos em que o mato alto favorece o aparecimento de animais peçonhentos, como cobras e escorpiões. “Às vezes tem criança, é cobra, é escorpião. Então, se você tem o terreno e não tem como pagar, vá lá e limpe você”, disse durante o pronunciamento.
Everton Machado defendeu que a multa para quem mantém terrenos em situação irregular seja elevada para, no mínimo, R$ 10 mil. Segundo ele, a medida teria caráter preventivo e serviria para incentivar os proprietários a manterem os espaços limpos. “Tem que ser no mínimo 10 mil reais, para a pessoa ter que limpar, para não precisar multar”, afirmou.
O parlamentar também alertou para os riscos à saúde pública e disse que o abandono desses imóveis pode resultar em tragédias futuras. “Para que não aconteça de amanhã ou depois a gente ter que anunciar a morte de uma criança ou de um idoso por uma irresponsabilidade do mínimo, que é manter a cidade limpa”, declarou.
Durante a fala, o vereador reconheceu que a Prefeitura vem realizando ações de limpeza em diversos pontos da cidade, mas ressaltou que grande parte dos terrenos problemáticos pertence à iniciativa privada.
Além dos terrenos particulares, Everton também criticou a situação de prédios públicos estaduais abandonados em áreas centrais de Avaré. Segundo ele, alguns imóveis apresentam mato alto, estruturas deterioradas e causam preocupação aos moradores vizinhos.
Por fim, o parlamentar afirmou que a Câmara deve discutir alternativas junto ao Governo do Estado para viabilizar a limpeza ou manutenção desses imóveis públicos.

















