A volta às aulas na rede estadual de ensino da região de Avaré trará uma novidade significativa para o ano letivo de 2026. Na próxima segunda-feira, 2 de fevereiro, as escolas Dona Maria Isabel Cruz Pimentel, em Avaré, e João Michelin, em Itaí, darão início às atividades do Programa Escola Cívico-Militar já no primeiro dia de aula.
A informação foi confirmada pela Secretaria Estadual de Educação (Seduc-SP), em nota encaminhada ao A Voz do Vale. Segundo a pasta, no início do programa, cada uma das unidades contará com a atuação de dois monitores do modelo.
Em sua nota, a Seduc-SP detalhou que o ano letivo na rede estadual começa em 2 de fevereiro, com a implantação inicial do programa em 100 escolas do estado. “Não há previsão de abertura de inscrição para mais escolas no momento”, informou.
A Secretaria destacou ainda os valores que norteiam o programa, estabelecidos pela Lei Complementar nº 1.398/2024: civismo, dedicação, excelência, respeito e honestidade. “Cabe ressaltar que os valores estabelecidos não dizem respeito a valores tipicamente militares, mas valores cidadãos, comuns ao desempenho de qualquer atividade profissional”, afirmou.
A pasta garantiu que não haverá modificação na matriz curricular, mantendo a orientação pedagógica baseada no Currículo Paulista e na Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Todas as escolas, incluindo as cívico-militares, seguirão os mesmos indicadores de avaliação: Saeb, Saresp, Frequência Escolar e o número de ocorrências no sistema Conviva.
Implementação em Avaré
A implantação do programa na Escola Dona Maria Isabel Cruz Pimentel havia sido planejada para setembro de 2025, mas foi suspensa devido a uma paralisação no Tribunal de Contas do Estado. Com a recente liberação, a unidade, que atende aproximadamente 570 alunos dos anos finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, integrará oficialmente o modelo a partir de segunda-feira. O programa prevê uma gestão educacional compartilhada entre profissionais civis e militares.
Apesar do início das atividades, os alunos das escolas cívico-militares de São Paulo começarão o ano letivo sem os uniformes específicos prometidos pelo governo estadual. Uma semana antes do início das aulas, a Seduc-SP ainda não havia entregue os kits nos colégios.
A entrega gratuita dos uniformes para estudantes e profissionais está prevista na lei que instituiu o programa. O uso é obrigatório, conforme regulamento da Secretaria, que inclusive prevê punições para os alunos que não utilizarem as peças adequadas. O atraso na distribuição gera expectativa e questionamentos sobre o cumprimento integral do modelo desde o primeiro dia.
Com a adesão ao Programa Escola Cívico-Militar, Avaré e Itaí passam a integrar um projeto estadual que busca, segundo o governo, combinar a estruturação e valores de disciplina cívica com o conteúdo pedagógico tradicional da rede pública.
A comunidade escolar aguarda agora os impactos práticos dessa nova gestão no dia a dia dos estudantes.



















