{"id":23365,"date":"2025-05-27T14:42:33","date_gmt":"2025-05-27T17:42:33","guid":{"rendered":"https:\/\/sabuguinho.com.br\/site\/?p=23365"},"modified":"2025-05-27T14:42:33","modified_gmt":"2025-05-27T17:42:33","slug":"em-20-anos-cigarro-eletronico-pode-causar-epidemia-global-de-cancer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabuguinho.com.br\/site\/em-20-anos-cigarro-eletronico-pode-causar-epidemia-global-de-cancer\/","title":{"rendered":"Em 20 anos, cigarro eletr\u00f4nico pode causar epidemia global de c\u00e2ncer"},"content":{"rendered":"<p>A ind\u00fastria do tabaco evoluiu, mas os danos continuam os mesmos \u2014 ou at\u00e9 piores. Cigarros eletr\u00f4nicos, vaporizadores e dispositivos aquecidos t\u00eam ganhado espa\u00e7o principalmente entre os jovens, reacendendo um alerta global sobre os riscos do consumo de nicotina e a necessidade urgente de pol\u00edticas de preven\u00e7\u00e3o mais eficazes. Apesar de muitas vezes vendidos como alternativas &#8220;mais seguras&#8221; ao cigarro convencional, os dispositivos v\u00eam se tornando porta de entrada para o v\u00edcio em nicotina \u2014 e podem ser o estopim de uma futura epidemia de c\u00e2ncer.<br \/>\n&#8220;Se mantivermos o ritmo atual de consumo entre adolescentes e jovens adultos, em 20 anos estaremos enfrentando uma nova onda global de c\u00e2ncer, especialmente de pulm\u00e3o. \u00c9 uma repeti\u00e7\u00e3o do que vimos no s\u00e9culo passado com o cigarro tradicional, mas agora sob um novo disfarce&#8221;, alerta o oncologista William Nassib William Jr, l\u00edder nacional da especialidade tumores tor\u00e1cicos da Oncocl\u00ednicas&#038;Co.<br \/>\nEm uma entrevista \u00e0 GloboNews, que viralizou nas redes sociais, a pneumologista Margareth Dalcomo fez um alerta que refor\u00e7a ainda mais o cen\u00e1rio: &#8220;Temos atendido adolescentes de 15, 16 anos com danos nos pulm\u00f5es que estamos acostumados a ver em pessoas que fumam h\u00e1 40, 50 anos&#8221;. Ela explicou ainda que esses dispositivos s\u00e3o consumidos continuamente, com altas doses de nicotina e outras centenas de subst\u00e2ncias qu\u00edmicas, muitas vezes sem qualquer controle de fabrica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>De s\u00edmbolo de status a amea\u00e7a invis\u00edvel<\/p>\n<p>A Gera\u00e7\u00e3o Z, nascida entre 1997 e 2012, estava prestes a ser a primeira a se afastar definitivamente do cigarro. No entanto, a chegada dos dispositivos eletr\u00f4nicos mudou esse cen\u00e1rio. Com apelo tecnol\u00f3gico, sabores atrativos e forte presen\u00e7a nas redes sociais, os vapes conquistaram os jovens \u2014 e j\u00e1 preocupam a comunidade m\u00e9dica.<br \/>\n &#8220;Hoje, temos adolescentes que sequer experimentaram um cigarro tradicional, mas j\u00e1 s\u00e3o dependentes de nicotina. Isso representa um retrocesso grave em termos de sa\u00fade p\u00fablica&#8221;, afirma o oncologista.<br \/>\nSegundo o Instituto Nacional do C\u00e2ncer (INCA), o uso do cigarro eletr\u00f4nico aumenta em mais de quatro vezes a chance de um n\u00e3o fumante passar a consumir o cigarro convencional. Para o especialista, trata-se de um ciclo vicioso altamente perigoso.<br \/>\n&#8220;A falsa sensa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o aos dispositivos eletr\u00f4nicos cria um terreno f\u00e9rtil para o v\u00edcio. Precisamos agir com urg\u00eancia para evitar que uma nova gera\u00e7\u00e3o sofra as consequ\u00eancias que j\u00e1 conhecemos t\u00e3o bem&#8221;, complementa.<\/p>\n<p>Redes sociais: a vitrine digital do v\u00edcio<\/p>\n<p>O alcance dos cigarros eletr\u00f4nicos entre os jovens n\u00e3o seria t\u00e3o expressivo sem a for\u00e7a das redes sociais. Influenciadores, v\u00eddeos chamativos, desafios virais e an\u00fancios disfar\u00e7ados ajudam a naturalizar \u2014 e at\u00e9 glamourizar \u2014 o uso dos vapes entre adolescentes e jovens adultos. Esse cen\u00e1rio acendeu o alerta das autoridades.<\/p>\n<p>Recentemente, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) notificou plataformas como Instagram, YouTube, TikTok, Mercado Livre e Enjoei para que retirem do ar, em at\u00e9 48 horas, conte\u00fados e an\u00fancios que promovam ou comercializem cigarros eletr\u00f4nicos e outros produtos derivados do tabaco cuja venda \u00e9 proibida no Brasil desde 2009.<br \/>\nA determina\u00e7\u00e3o surgiu ap\u00f3s o Conselho Nacional de Combate \u00e0 Pirataria identificar mais de 1.800 conte\u00fados ilegais, sendo a imensa maioria no Instagram. Contas de vendedores e influenciadores que promovem os produtos somam quase 1,5 milh\u00e3o de seguidores \u2014 o que revela o tamanho da influ\u00eancia digital por tr\u00e1s da nova epidemia de nicotina.<\/p>\n<p>Riscos ainda pouco compreendidos \u2014 mas cada vez mais evidentes<\/p>\n<p>Embora os efeitos de longo prazo do cigarro eletr\u00f4nico ainda estejam sendo estudados, os ind\u00edcios atuais j\u00e1 s\u00e3o preocupantes. De acordo com a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), adolescentes que utilizam vapes t\u00eam maior propens\u00e3o a se tornarem fumantes na vida adulta. Al\u00e9m disso, h\u00e1 registros crescentes de les\u00f5es pulmonares associadas ao uso dos dispositivos \u2014 algumas, inclusive, fatais.<br \/>\n&#8220;Estamos apenas come\u00e7ando a entender os efeitos dos cigarros eletr\u00f4nicos. Sabemos que causam inflama\u00e7\u00f5es pulmonares, preju\u00edzos cardiovasculares e danos \u00e0 sa\u00fade bucal. Mas \u00e9 prov\u00e1vel que as consequ\u00eancias mais severas, como o aumento de tumores, s\u00f3 apare\u00e7am nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas. Isso exige a\u00e7\u00e3o preventiva imediata&#8221;, ressalta o oncologista.<br \/>\nParte da gravidade do problema est\u00e1 no potencial viciante dos vapes: dispositivos com apar\u00eancia inofensiva podem conter doses de nicotina equivalentes a at\u00e9 cinco ma\u00e7os de cigarro comum. &#8220;A nicotina por si s\u00f3 n\u00e3o causa c\u00e2ncer, mas ela \u00e9 o que sustenta o v\u00edcio. E quanto maior o v\u00edcio, maior a exposi\u00e7\u00e3o a subst\u00e2ncias que, essas sim, s\u00e3o cancer\u00edgenas&#8221;, explica.<br \/>\nMuitos n\u00e3o reconhecem os sinais do v\u00edcio nem compreendem o impacto que o uso frequente pode ter na sa\u00fade a longo prazo. Essa banaliza\u00e7\u00e3o do consumo torna ainda mais dif\u00edcil interromper o ciclo antes que ele se consolide, refor\u00e7ando a necessidade de campanhas educativas que falem a linguagem dessa nova gera\u00e7\u00e3o. &#8220;\u00c9 fundamental que as autoridades, escolas, fam\u00edlias e profissionais de sa\u00fade se mobilizem. A batalha contra o cigarro tradicional foi longa e salvou milh\u00f5es de vidas. N\u00e3o podemos perder essa guerra agora para os cigarros eletr\u00f4nicos&#8221;, finaliza William Nassib William<\/p>\n<p>Sobre a Oncocl\u00ednicas&#038;Co <\/p>\n<p>Oncocl\u00ednicas&#038;Co \u00e9 o maior grupo dedicado ao tratamento do c\u00e2ncer na Am\u00e9rica Latina, com um modelo hiperespecializado e inovador voltado para a jornada oncol\u00f3gica. Com um corpo cl\u00ednico formado por mais de 2.900 m\u00e9dicos especialistas em oncologia, a companhia est\u00e1 presente em 40 cidades brasileiras, somando mais de 140 unidades. Com foco em pesquisa, tecnologia e inova\u00e7\u00e3o, o grupo realizou nos \u00faltimos 12 meses cerca de 682 mil tratamentos. A Oncocl\u00ednicas segue padr\u00f5es internacionais de excel\u00eancia, integrando cl\u00ednicas ambulatoriais a cancer centers de alta complexidade, potencializando o tratamento com medicina de precis\u00e3o e gen\u00f4mica. Parceira exclusiva no Brasil do Dana-Farber Cancer Institute, afiliado \u00e0 Harvard Medical School, adquiriu a Boston Lighthouse Innovation (EUA) e possui participa\u00e7\u00e3o na MedSir (Espanha). Integra ainda o \u00edndice IDIVERSA da B3, refor\u00e7ando seu compromisso com a diversidade. Com o objetivo de ampliar sua miss\u00e3o global de vencer o c\u00e2ncer, a Oncocl\u00ednicas chegou \u00e0 Ar\u00e1bia Saudita por meio de uma joint venture com o Grupo Al Faisaliah, levando sua expertise oncol\u00f3gica para um novo continente. Saiba mais em<\/p>\n<p>INFORMA\u00c7\u00d5ES PARA A IMPRENSA:<\/p>\n<p>DIGITAL TRIX<\/p>\n<p>Paula Cohn &#8211; paula\u0702cohn\uff20digitaltrix\u0702com\u0702br &#8211; 11 99134-4154<\/p>\n<p>Mayara Guerrero &#8211; mayara\u0702guerrero\uff20digitaltrix\u0702com\u0702br &#8211; 11 99291-5519<\/p>\n<p>Cinthia Jardim &#8211; cinthia\u0702jardim\uff20digitaltrix\u0702com\u0702br &#8211; 11 97209-2684<\/p>\n<p>Ana Carolina &#8211; ana\u0702carolina\uff20digitaltrix\u0702com\u0702br &#8211; 11 99437-5176<\/p>\n<p>:<\/p>\n<p>,<br \/>\nlegenda: A Gera\u00e7\u00e3o Z, nascida entre 1997 e 2012, estava prestes a ser a primeira a se afastar definitivamente do cigarro. No entanto, a chegada dos dispositivos eletr\u00f4nicos mudou esse cen\u00e1rio.<\/p>\n<p>Fonte da Foto: Assessoria<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A ind\u00fastria do tabaco evoluiu, mas os danos continuam os mesmos \u2014 ou at\u00e9 piores. 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