{"id":19160,"date":"2025-01-21T17:19:41","date_gmt":"2025-01-21T20:19:41","guid":{"rendered":"https:\/\/sabuguinho.com.br\/site\/?p=19160"},"modified":"2025-01-21T17:19:41","modified_gmt":"2025-01-21T20:19:41","slug":"conheca-o-porungo-de-angatuba-ouro-no-mundial-do-queijo-vendido-a-moda-antiga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabuguinho.com.br\/site\/conheca-o-porungo-de-angatuba-ouro-no-mundial-do-queijo-vendido-a-moda-antiga\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a o porungo de Angatuba, ouro no Mundial do Queijo, vendido \u00e0 moda antiga"},"content":{"rendered":"<p>Fam\u00edlia Nanico quer que o pr\u00eamio seja incentivo para pequenos produtores continuarem em suas terras produzindo alimentos<br \/>\nO queijo porungo de Angatuba (SP) produzido pela Fam\u00edlia Nanico h\u00e1 mais de 50 anos, feito artesanalmente com massa filada de leite de vaca cru, conseguiu um feito: ganhou a medalha de ouro no Mundial de Queijo do Brasil 2024. Mas na contram\u00e3o do mercado, a premia\u00e7\u00e3o n\u00e3o mudou a forma de produ\u00e7\u00e3o, que continua totalmente manual, familiar e pequena, nem foi justificativa para elevar o pre\u00e7o do queijo. E somente quem j\u00e1 era \u201cfregu\u00eas antigo\u201d ou tem a sorte de encontrar uma pe\u00e7a no mercadinho da cidade, que h\u00e1 tempos j\u00e1 era posto de revenda, degusta essa del\u00edcia derivada do leite, que \u00e9 uma tradi\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o sudoeste do Estado de S\u00e3o  Paulo.<br \/>\n\u201cEu n\u00e3o imaginava que o nosso queijo de fam\u00edlia ganharia esse pr\u00eamio. Foi uma surpresa que trouxe reconhecimento de que fazemos um produto de qualidade. \u00c9 um sentimento muito bom e queremos que esse pr\u00eamio sirva de inspira\u00e7\u00e3o para outras fam\u00edlias de pequenos produtores continuarem em suas terras produzindo alimentos. Nosso objetivo n\u00e3o \u00e9 fazer mais e mais queijos para ganhar mais e mais dinheiro. Mas \u00e9 ensinar a t\u00e9cnica do nosso queijo a produtores de leite interessados e tornar a regi\u00e3o sudoeste de S\u00e3o Paulo reconhecida\u201d, resume Jolice Antunes de Toledo Cardoso, que<br \/>\nest\u00e1 \u00e0 frente da produ\u00e7\u00e3o no S\u00edtio Rainha da Paz ao lado do marido Adnilson Lucio Cardoso e do filho  Denner Henrique Cardoso.<br \/>\nA Fam\u00edlia Nanico teria condi\u00e7\u00f5es para ampliar significativamente a produ\u00e7\u00e3o. \u201cGra\u00e7as \u00e0s melhorias implantadas pelo pessoal da CATI (Coordenadoria de Assist\u00eancia T\u00e9cnica Integral) na nossa propriedade, a produ\u00e7\u00e3o de leite aumentou bastante. Como n\u00e3o damos conta de fazer queijo de todo o leite, o excedente fornecemos para um latic\u00ednio. Para ampliar a produ\u00e7\u00e3o, precisar\u00edamos de m\u00e3o-de-obra de fora e queremos que esse neg\u00f3cio fique em fam\u00edlia, como era na \u00e9poca dos meus av\u00f3s que, assim como meus pais, tinham no queijo complementa\u00e7\u00e3o de renda da lavoura. A gente ia para cidade, de casa em casa, oferecendo nosso produto. Hoje, com o reconhecimento que conquistamos, principalmente agora depois dessa medalha de ouro, nem conseguimos atender todas as encomendas\u201d, conta.<br \/>\nA premia\u00e7\u00e3o do porungo Fam\u00edlia Nanico em muito se deve ao trabalho dos assistentes agropecu\u00e1rios da CATI Regional de Itapetininga, que em 2023 come\u00e7aram o acompanhamento da propriedade dentro do projeto que visa a viabilidade econ\u00f4mica da atividade leiteira em pequenas propriedades. \u201cCome\u00e7amos pela coleta e an\u00e1lises de solo da propriedade, seguindo para a recupera\u00e7\u00e3o de um pasto rotacionado de capim momba\u00e7a e a recomenda\u00e7\u00e3o de plantio e aduba\u00e7\u00e3o do milho para ensilagem. S\u00e3o a\u00e7\u00f5es para produzir alimentos de qualidade para o rebanho durante todo o ano\u201d, conta a zootecnista e assistente agropecu\u00e1ria Ana Paula Roque, da CATI de Itapetininga.<br \/>\nAo reconhecer a qualidade do queijo porungo, Ana Paula, que tamb\u00e9m \u00e9 L\u00edder do Grupo T\u00e9cnico de Pecu\u00e1ria Leiteira da CATI no Estado de S\u00e3o Paulo,  incentivou Jolice a participar do campeonato. Concorrendo com mais de 2.000 queijos, do Brasil e de outros pa\u00edses, o porungo Fam\u00edlia Nanico levou a medalha de ouro. Como ningu\u00e9m da fam\u00edlia de Jolice pode estar presente ao evento, foi Ana Paula a representante do queijo no concurso. \u201cAp\u00f3s a premia\u00e7\u00e3o, seguimos com ajustes no planejamento da alimenta\u00e7\u00e3o para aumentar a produ\u00e7\u00e3o de leite. E foi preciso incluir no sistema de produ\u00e7\u00e3o algumas \u00e1reas de pastagem degradada que estavam improdutivas na propriedade. Para isso, foi utilizado o recurso do FEAP Pagamento por Servi\u00e7os Ambientais \u2013 Ber\u00e7os D`\u00c1gua, que permitiu que a fam\u00edlia recuperasse a \u00e1rea com pr\u00e1ticas de manejo de conserva\u00e7\u00e3o de solo e \u00e1gua e corrigisse a fertilidade do solo\u201d, conta Ana Paula.<br \/>\nOutra colabora\u00e7\u00e3o importante para a produ\u00e7\u00e3o de leite de qualidade no S\u00edtio Rainha da Paz \u00e9 do assistente agropecu\u00e1rio e veterin\u00e1rio Marcelo Ament Giuliani dos Santos. \u201cEle nos d\u00e1 assist\u00eancia t\u00e9cnica relativa \u00e0 reprodu\u00e7\u00e3o das vacas, inclusive fazendo a ultrassonagrafia dos animais e nos repassando todas as orienta\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias, principalmente a meu filho que, inclusive, j\u00e1 fez curso e j\u00e1 aprendeu a inseminar as vacas\u201d, conta Jolice.<br \/>\nCom todas essas a\u00e7\u00f5es executadas, a produ\u00e7\u00e3o de leite dobrou. \u201cLeite de qualidade, produzido com boas pr\u00e1ticas de higiene de ordenha, respeito ao bem-estar animal e ao consumidor dos queijos  deliciosos que a Fam\u00edlia Nanico produz\u201d, completa a assistente agropecu\u00e1ria Ana Paula. Jolice, por<br \/>\nsua vez, acrescenta que a assist\u00eancia t\u00e9cnica tamb\u00e9m a ajudou a profissionalizar o neg\u00f3cio do ponto de vista cont\u00e1bil. \u201cEu n\u00e3o sabia quanto ganhava com os queijos, qual era o custo. Com a orienta\u00e7\u00e3o da CATI, agora tudo \u00e9 planilhado e planejado\u201d, afirma.  <\/p>\n<p>Nome \u201cNanico\u201d<\/p>\n<p>O nome do queijo, \u201cFam\u00edlia Nanico\u2019, \u00e9 uma homenagem ao pai de Jolice. \u201cMeu pai, Jos\u00e9, j\u00e1 falecido, era conhecido por Nanico. Embora quem sempre tirasse o leite e fizesse o queijo fosse minha m\u00e3e, o queijo ficou conhecido como do \u2018Nanico\u2019. Quando est\u00e1vamos no processo para obter o selo de inspe\u00e7\u00e3o municipal aqui de Angatuba, seguimos com o nome \u2018Fam\u00edlia Nanico\u2019, que est\u00e1 no r\u00f3tulo do nosso queijo\u201d, detalha. Atualmente, a produ\u00e7\u00e3o \u00e9 de 36 queijos por dia, que levam, em m\u00e9dia, nove litros de leite cada um. O quilo do porungo \u00e9 vendido, atualmente, por R$ 45,00.<\/p>\n<p>Como \u00e9 produzido<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o do queijo porungo \u00e9 complexa: o leite coalhado \u00e9 trabalhado em \u00e1gua quente, sendo dobrado e esticado muitas vezes at\u00e9 adquirir a consist\u00eancia e elasticidade desejadas e a forma que se parece com a porunga, fruto da Lagenaria siceraria. O resultado \u00e9 um queijo de textura firme e sabor marcante, que dispensa refrigera\u00e7\u00e3o. \u201cAntigamente n\u00e3o t\u00ednhamos energia el\u00e9trica. Ent\u00e3o n\u00e3o havia geladeira. O queijo era pendurado pelo pescocinho para ventilar e, assim, durar mais tempo. No r\u00f3tulo do nosso queijo consta que a dura\u00e7\u00e3o de prateleira \u00e9 de 15 dias, mas \u00e9 mais. Minha filha, que \u00e9 engenheira de alimentos pela UFSCar e pesquisou<br \/>\na durabilidade do nosso porungo, chegou \u00e0 conclus\u00e3o que chega a 40 dias na prateleira\u201d, afirma.<br \/>\nPapel dos assistentes agropecu\u00e1rios<br \/>\nOs assistentes agropecu\u00e1rios da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de S\u00e3o Paulo desempenham um papel de grande import\u00e2ncia para o desenvolvimento e sustentabilidade da pecu\u00e1ria leiteira em todo Estado. Com um corpo t\u00e9cnico capacitado, atuam em diversas \u00e1reas tanto na extens\u00e3o rural por meio de assist\u00eancia t\u00e9cnica a campo, palestras, cursos, dias de campo, cr\u00e9dito rural quanto realizando registros e fiscaliza\u00e7\u00f5es. A pecu\u00e1ria leiteira est\u00e1 presente em praticamente todos os munic\u00edpios do Estado, sendo executada em sua maioria em pequenas e m\u00e9dias propriedades, onde a atividade \u00e9 a principal fonte de renda. Nesse sentido, o principal objetivo do atendimento \u00e9 o alcance da viabilidade econ\u00f4mica da atividade leiteira nas propriedades, que depende da aplica\u00e7\u00e3o de uma s\u00e9rie de medidas e pr\u00e1ticas de manejo. Entre elas, destacam-se a escritura\u00e7\u00e3o zoot\u00e9cnica e econ\u00f4mica e os manejos de pastagens, nutricional, sanit\u00e1rio e reprodutivo.<br \/>\nServi\u00e7o<br \/>\nMais sobre o queijo porungo Fam\u00edlia Nanico em @jolicecardoso<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fam\u00edlia Nanico quer que o pr\u00eamio seja incentivo para pequenos produtores continuarem em suas terras produzindo alimentos O queijo porungo de Angatuba (SP) produzido pela Fam\u00edlia Nanico h\u00e1 mais de 50 anos, feito artesanalmente com massa filada de leite de vaca cru, conseguiu um feito: ganhou a medalha de ouro no Mundial de Queijo do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":19164,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[60],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sabuguinho.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19160"}],"collection":[{"href":"https:\/\/sabuguinho.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sabuguinho.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sabuguinho.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sabuguinho.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19160"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/sabuguinho.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19160\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19167,"href":"https:\/\/sabuguinho.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19160\/revisions\/19167"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sabuguinho.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19164"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sabuguinho.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19160"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sabuguinho.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19160"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sabuguinho.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19160"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}