Com Toninho Cecílio, o avareense que faz história, no futebol como jogador, dirigente e técnico

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Atleta foi escalado para a Seleção Brasileira e brilhou no Japão

Gesiel Júnior (Especial para A Comarca)

“O nosso representante no futebol profissional construiu uma carreira de sucesso, tanto que esteve na Seleção Brasileira e, no Japão, foi considerado um dos melhores da posição”. Em poucas linhas, o cronista esportivo José Carlos Santos Peres resume historicamente o perfil do zagueiro Toninho Cecílio, avareense que prossegue escrevendo bons capítulos agora como treinador, depois de ter brilhado nos campos como jogador e nos bastidores como dirigente de clube.
Por anos garantindo a segurança na defesa do Palmeiras, graças à sua excelente visão de jogo, o atleta fez 267 partidas com a camisa alviverde. Em 1990, o avareense foi convocado para a seleção do técnico Paulo Roberto Falcão, quando mereceu elogios até do memorável Telê Santana. E vestiu a desejada camisa canarinho num amistoso contra a Espanha.
No período em que passou no Palmeiras, duas atividades extra-campo envolveram Toninho: o curso de Publicidade e Propaganda pela UNIP-SP e a presidência do Sindicato dos Atletas de Futebol Profissional de São Paulo, onde acumulou experiências importantes ao lado do ex-ídolo são-paulino Raí, vice-presidente. Sua gestão ficou marcada por apoiar o anteprojeto de lei de Zico, embrião da Lei Pelé, que pôs fim à Lei do Passe.
O avareense deixou o Parque Antártica em 1992, um ano antes do recomeço da conquista de taças pelo clube. Teve breves passagens no Botafogo (RJ) e no Cruzeiro (MG) e em 1994 ocorreu a sua grande experiência internacional, quando o Cerezo Osaka adquiriu o seu passe. Pelo clube japonês sagrou-se campeão e lá atuou em duas temporadas. Na época foi convocado para atuar na Seleção Brasileira de Estrangeiros da Japan Football League.
De volta ao Brasil o Coritiba (PR) o contratou e o experiente zagueiro ainda defendeu as camisas do São José, União São João, Portuguesa Santista, Etti de Jundiaí e Santo André, onde pendurou as chuteiras em 2001, após quase duas décadas de profissionalismo.
Já em 2004 Toninho tornou-se coordenador técnico do Fortaleza (CE), em 2007 treinou o Guaratinguetá e no mesmo ano voltou ao Palmeiras, convidado para a gerência de futebol, cargo que ocupou até janeiro de 2010. Nesta função, ele venceu o Campeonato Paulista de 2008.

Zagueiro e capitão do Palmeiras por quase uma década

Filho caçula do médico sanitarista Cecílio Jorge Netto e da artista plástica Suhad Aurani, Antonio Jorge Cecílio Sobrinho nasceu em Avaré no dia 27 de maio de 1967. Estudou nas escolas Maneco Dionísio e Cel. João Cruz, cresceu ao lado dos irmãos Samira, Michel e Soraya, mas mesmo vendo o estetoscópio do pai e os pincéis da mãe, gostava era da bola. Primeiro se interessou pelo basquete e depois se apaixonou pelo futebol, tendo jogado em equipes amadoras da terra natal.
Aos 16 anos, levado pelo amigo José Luís Melenchon Dias, Toninho fez um teste na Sociedade Esportiva Palmeiras e logo ingressou na zaga do time sub-17, que tinha Zetti, Velloso e Edu Manga. No clube o atleta atuaria por mais de nove anos.
“Ele saiu de nossos campos e quadras e dos paralelepípedos da Rua Alagoas para os juvenis do alviverde. A prática do futebol mudou desde o dia em que o menino de Avaré tocou a grama do Parque Antartica pela primeira vez, em 1984. A seu modo, zagueirando, Toninho Cecílio deu o tom às defesas num tempo em que atacantes de área, não se negando ao contato físico, atacavam como tubarões famintos. Da base à titularidade indiscutível foi um salto. Desde o início no time principal o jogador avareense demonstrou à crítica, companheiros e treinadores seu espírito de liderança, o que lhe valeu a braçadeira de capitão. E foi líder autêntico, que se fazia ouvir pelos companheiros, comissão técnica e dirigentes”, relembra o cronista Santos Peres.
Hoje, casado com Michelle Sampaio, Toninho é pai de Matheus e Antonella. Querido e respeitado pelos familiares e conterrâneos, a quem visita com frequência, ele recebeu em 2007, da Câmara Municipal de Avaré, a Medalha do Mérito Legislativo Maneco Dionísio, honraria que lhe foi outorgada em reconhecimento pelo seu testemunho de devoção ao esporte.

De sindicalista e gerente de futebol a treinador

Após a boa fama como sindicalista em fins dos anos 1990 e em seguida na gerência de clubes importantes, é no comando técnico que o treinador Toninho Cecílio atualmente se realiza.
Em 2001, assim que se afastou dos gramados, o avareense obteve a formação no Curso Internacional de Treinadores de Futebol. No ano seguinte escalou o seu primeiro time: a Paraguaçuense. Desde então já treinou o Guaratinguetá, Grêmio Prudente, Vitória, São Caetano, Avaí, Paraná Clube, Comercial de Ribeirão Preto, Criciúma, XV de Piracicaba, ABC, Mogi Mirim, Santo André, Bragantino, Anapolina, Água Santa e hoje é quem comanda o Esporte Clube Taubaté, que disputa a Séria A2 do Campeonato Paulista.
Como treinador a conquista mais significativa de Toninho Cecílio ele a obteve em 2016, quando ajudou o Santo André a subir para a Série A1 do Campeonato Paulista, ao sagrar-se campeão da Série A2.
E é com a análise abalizada de Santos Peres que encerramos o perfil do grande atleta, nestes termos: “Jogador de futebol, presidente do sindicato dos jogadores, diretor esportivo e ainda na ativa como treinador o avareense dignifica a profissão que abraçou, é referência aos conterrâneos em seu segmento e presença obrigatória no cenário nacional, sem fugir de debates, quando demonstra sabedoria para interpretar todo o contexto esportivo porque nele se fez com perseverança, inteligência e decência”.

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Publicado no jornal ‘A Comarca’, edição 1388, de 13 de agosto de 2021

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