Guerra pela vida

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Nos primeiros quinze dias de março São Paulo registrou um óbito de coronavírus a cada cinco minutos. Provavelmente até o fim da leitura deste artigo mais um paulista terá, infelizmente, morrido pela pandemia que pode ser combatida com água e sabão.
É hora de falar menos e agir mais. É isso que propomos. No parlamento paulista, o maior da
América Latina, tenho priorizado a saúde pública destinando aos municípios recursos para o custeio da estrutura de combate a COVID-19 e ambulâncias para atender situações de urgência e emergência. Mas, precisamos imediatamente ampliar a vacinação.
Só a vacina garante 100% de eficácia contra a hospitalização e vai tirar a saúde do Brasil inteiro do colapso que vive. Por isso, propus que os 94 deputados estaduais façam parte da “bancada da vida” – para dispor de todo o valor dos recursos de Emendas Impositivas que tem direito, cerca de R$ 500 milhões, para destinação exclusiva para a compra de vacinas contra o coronavírus. É o Projeto de Lei 119/2021 que já tramita em regime de urgência no parlamento e que pode vacinar até 20% da população do estado de São Paulo.
O Projeto de Lei precisa passar pelas Comissões, ir a Plenário, ser aprovado e sancionado pelo governador. Estamos trabalhando para avançar o mais rápido possível. Essa é a função do parlamento. É assim que trabalho: fazendo o que precisa ser feito para defender a saúde população.
Votei pelo corte de 30% do salário dos deputados e 40% dos gastos de gabinete. Que economizou cerca de R$ 320 milhões destinados para a guerra contra o vírus.
Deixo claro que o meu voto sobre o “Bolsa-Trabalho” que vai oferecer ajuda a cerca de 70 mil desempregados com cinco parcelas de R$ 450,00 – será pela implementação imediata assim que for para plenário. Com transparência e união vamos vencer essa pandemia.
Neste momento, hospitais estão sobrecarregados. A saúde de todo o país está fragilizada. Todos os estados. Todas as regiões. Faltam profissionais para contratar, estrutura para abrir novos leitos, recursos para aquisição de insumos. O sistema está doente. Nosso mandato está acompanhando a evolução da crise e buscando ampliar recursos e forças para os municípios vencerem a crise.
Não podemos abrir mão de nenhuma vaga hospitalar já em funcionamento e nem uma troca de fechar leitos para compensar por outros. Essa é uma lógica perversa. Toda vida importa. Toda estrutura conta.
Em março de 2020 – 202 brasileiros morreram de COVID – 19. Passado um ano – em março de 2021 – faltando poucos dias para acabar o mês, já são 35.507 óbitos. Não podemos seguir assim.
O vírus não tem partido, ideologia ou cor. Ele é o inimigo e precisa da união de todos nós para combater e vencer. O remédio de agora é: usar máscara, distanciamento social, higienização das mãos e se possível, ficar em casa. Enquanto não há vacina para todos – a prevenção é a solução.

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Posted by - 23 de fevereiro de 2019 0
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