Sindicato realiza assembleia e servidores relatam descaso da administração municipal

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Fonte – Gabriel Guerra (Avaré Notícias/Rádio Avaré)

Trabalhadores se reunirão nas próximas semanas para mais uma reunião

Um grupo de aproximadamente 100 servidores da Prefeitura de Avaré participou no final da tarde de terça-feira (28), na praça Romeu Bretas, da assembleia convocada pelo Sindicato dos Funcionários Públicos Municipais de Avaré e Região.
Na pauta de reivindicações estava a falta de reajuste salarial nos anos de 2.017, 2.018 e 2.020; não cumprimento do plano de cargos, carreiras e salários do magistério e assuntos dos servidores gerais.
“Nós queríamos a praça cheia, pois é de interesse de todos. Sabemos que a grande maioria dos servidores não vem devido a perseguição que sofrem. Sabemos que existe muita coação dentro da Prefeitura de Avaré, uma perseguição desenfreada por parte dessa administração. Sabemos o que ocorre com os funcionários”, afirmou Espírito Santo.
Na oportunidade os servidores puderam relatar as péssimas condições de trabalho e o descaso da administração municipal com os trabalhadores.
O presidente da categoria disse que a administração municipal está brincando com os servidores públicos e que a prefeitura gasta dinheiro sem necessidade.
“Para a Avareprev deve 14 milhões. A gente precisa ter consciência que isso é o nosso futuro, se a gente continuar aceitando essa situação vai chegar um tempo que nós não vamos mais ter salário, nós vamos pagar para trabalhar”, protestou.
Espírito Santo contou que há casos de professores que tiram recursos do próprio salário para dar o melhor ensino para os alunos e que falta material básico nas unidades escolares.
Segundo o presidente do Sindicato, o servidor está cansado das desculpas da administração municipal.
“Sempre tem uma desculpa, lá atrás era porque o Poio não pagou o 13° salário, depois de 2018 foi porque o limite prudencial não permite. Até quando nós vamos receber desculpa dessa administração que não faz o seu devido dever”, questionou o líder sindical.
Entre as medidas para diminuir o limite prudencial sugeridas pelo sindicato estão: corte do pagamento de hora extra de servidores que não cumprem a jornada, corte da gratificação de quem não tem mérito e enxugar a folha de pagamento.
“Tem um monte de secretário na Prefeitura, mas na hora que são procurados são poucos que aparecem”, destacou.
Além de não buscar a adequação do salário dos trabalhadores, a administração investe muitos recursos em pintar os postes da cidade, R$ 260 mil em enfeites de Natal, R$ 2 milhões para pedra estilo mosaico português e já está preparando a Emapa (Exposição Municipal Agropecuária de Avaré) em 2.020 com mais de R$ 2 milhões de gastos.
“Não estão preocupados com a população, muito menos com o servidor público. Cortaram a refeição do pessoal que trabalha no pronto-socorro e no Samu. Sabendo que ali é um local de urgência e emergência”, argumentou.
O Sindicato comunicou aos trabalhadores da educação que essa semana irá ingressar com uma ação, na Justiça, cobrando o cumprimento do plano de cargo e carreiras.
Referente a reposição salarial dos demais trabalhadores, a ação já corre na Justiça.
“Apesar do Supremo Tribunal Federal dizer que não é necessário ter a data-base para dar o reajuste. O STF diz que não é necessário ter a data-base, não diz que não é necessário ter o reajuste. Isso é direito nosso, é constitucional, está lá no artigo 37, inciso 10”, complementou.
Uma nova assembleia será marcada para os próximos dias e o Sindicato busca ouvir os trabalhadores para saber quais medidas serão tomadas para mostrar a insatisfação com as condições de trabalho.

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