Sindicato acusa gestão Municipal de Apropriação indébita

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Na próxima semana, o Judiciário de Avaré deve julgar ação, com pedido de liminar, resultante do não pagamento dos descontos, feitos em folha, para convênios.

A gestão Poio Novaes caminha, em sua reta final, para o que muitos classificam como o “fim da picada”. Nesta semana, mais um setor ligado ao governo da cidade, o Sindicato dos Servidores e Funcionários Públicos Municipais de Avaré e Região, se ressentiu da falta de atenção com os compromissos agendados pelo Executivo e a entidade teve seu cartão, o SindCard, bloqueado de forma geral pela empresa administradora por falta de pagamento. O impasse aconteceu porque a Prefeitura, apesar de descontar os gastos feitos pelos trabalhadores em seus holerites, não repassou os valores devidos no tempo estimado.
Conforme contrato, a Prefeitura de Avaré tem 10 dias após a liberação do pagamento para destinar as quantias referentes ao cartão dos funcionários. Isso define que o repasse deveria ter acontecido no último dia 02 de dezembro; o sindicato, como forma de colaboração, ainda deu mais sete dias para o pagamento, prazo encerrado na última sexta-feira, 09. No entanto, nenhum repasse foi conferido, até o final da data limite, na conta da entidade classista.
“Falando de forma simplificada, o ato de não repassar as quantias recolhidas ao sindicato é classificado como apropriação indébita. Nosso Departamento Jurídico já entrou com ação pedindo liminar para bloquear as contas da Prefeitura de Avaré até que o pagamento seja feito”, disse Leonardo do Espírito Santo, presidente do sindicato avareense, no final da sexta-feira. A Vital Prime, empresa responsável pela administração dos cartões, bloqueou temporariamente todos os serviços visando proteger os servidores de problemas futuros. “Porém, quando os pagamentos forem realizados, os cartões serão automaticamente desbloqueados”, destacou.
Apesar de ter sido notificada, por meio de ofício emitido no último dia 02 de dezembro, nenhum setor responsável da Prefeitura de Avaré se manifestou quanto ao problema até o momento. “O prefeito acha que agindo desta forma está se vingando, com vistas na última movimentação grevista realizada, do sindicato, mas ele não percebe que, ao agir como uma criança mimada, atinge a classe dos trabalhadores da Prefeitura de forma unânime, deixando toda a categoria em descrédito perante o comércio local e, por vezes, colocando os trabalhadores em situações constrangedoras, como quando o cartão não é aceito após compras em lojas avareenses”, lamentou Leonardo do Espírito Santo quanto à situação.
O pedido de liminar deve ser analisado pelo Judiciário avareense já nos próximos dias.

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