Thomas tem luta para ‘separar meninos dos homens’. Mas encara riscos

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Maurício Dehò

24 anos. 21 vitórias. 16 nocautes. 4 vitórias do UFC, todas com bônus por sua performance. Não é à toa que Thomas Almeida se tornou a grande esperança brasileira de um campeão jovem no UFC, liderando, quem sabe, uma nova geração de estrelas do país no MMA. Na noite deste domingo, ele encara um passo importante para se confirmar neste caminho. É hora de, como se diz por aí, separar os meninos dos homens.
Thominhas faz pela primeira vez a luta principal de um evento. Se poderia ter lutado no UFC 198, em Curitiba, acabou sendo “promovido” a estrela principal em Las Vegas, em duelo com Cody Garbrandt, norte-americano da mesma idade e também invicto como profissional. Luta dura, em um papel de destaque. E o vencedor provará estar na trilha certa para buscar o cinturão em um futuro próximo.

É por isso que a vitória pode transformar o garoto Thominhas no homem Thomas Almeida.

Essa transição tem sido difícil para muitos lutadores do Brasil – independentemente do fator idade. Boa parte das revelações tem ficado pelo caminho ou estão penando para se recuperar de derrotas.
Os campeões do TUF Brasil são exemplo de esperanças que não vingaram: Rony Jason, Cezar Mutante, Daniel Sarafian e, mais recentemente, Warley Alves, Cara de Sapato… Até entre as mulheres rolou isso: Jéssica Andrade, Bethe Correia e até Claudia Gadelha precisou perder uma antes de se tornar desafiante ao cinturão peso mosca.
Talento, Thomas tem. Vindo do muay thai, ele é um dos grandes trocadores da nova geração do UFC e mostrou isso com o número elevado de nocautes que já conquistou. Demian Maia, no podcast mais recente do blog, elogiou: “na parte em pé, ele é um lutador pronto”.
39Mas há muitos riscos para que ele se mantenha em alta e deixe Las Vegas com a vitória. O estilo agressivo de Thomas algumas vezes o deixa aberto a tomar umas porradas. Quando foi ameaçado, o brasileiro mostrou garra e conseguiu reverter lutas em que estava atrás. Ponto negativo para as aberturas, mas positivo pela garra. Ainda precisa provar que pode se virar no chão, mas está trabalhando principalmente o wrestling para não ser surpreendido.
É claro que o rival da vez é o outro ponto de atenção. Integrante da Alpha Male, Cody Garbrandt também manja da luta em pé. Foi pugilista amador, e também baseia o jogo nos punhos. Mais técnico e melhor defensivamente, tem boas combinações e mais armas para fugir das investidas assassinas do brasileiro. E também tem conhecimentos suficientes no wrestling para tentar amassar Thomas no solo, caso a coisa fique perigosa em pé.
E, por fim, é preciso saber como Thomas vai lidar com o fato de cada vez mais estar no grupo dos “protagonistas” no UFC. Pelo jeitão de Thominhas, por enquanto não parece ser um grande problema, mas, com grandes vitórias, vem grandes responsabilidades… A primeira é passar por Garbrandt.

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