Sindicato exige mais segurança para coletores municipais

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Fonte: Chico Sant’Anna – Assessoria de Imprensa – Sindicato dos Servidores e Funcionários Públicos Municipais de Avaré e Arandu

A entidade classista está batalhando para conseguir, junto à Prefeitura de Avaré, a distribuição devida dos equipamentos necessários ao trabalho dos garis e margaridas da cidade

Mesmo com a chegada das festas de final de ano, o Sindicato dos Servidores e Funcionários Públicos Municipais de Avaré e Arandu continua suas atividades de forma ininterrupta. Exemplo disso foi a manifestação, na última semana, do presidente da entidade, Leonardo do Espírito Santo, quanto às condições de trabalho dos coletores e varredores de rua da cidade. Segundo palavras do representante sindical, a irresponsabilidade com que a Prefeitura de Avaré está tratando os trabalhadores poderá, já nas próximas semanas, obrigar a entidade a tomar medidas judiciais para ter os direitos dos mesmos garantidos.

Leonardo afirma que faltam os equipamentos mínimos para a realização devida dos serviços por parte dos varredores, garis e margaridas de Avaré. “Esses servidores não possuem o chamado Equipamento de Proteção Individual (EPI), ou seja, faltam botinas com bico de aço, uniformes com faixas refletivas para segurança em seus postos e luvas adequadas para recolhimento de dejetos, por exemplo. Isso coloca suas saúdes em risco, pois eles permanecem na iminência de contraírem doenças devido ao contato direto com materiais infecciosos. Também faltam as caneleiras para quem faz o serviço de capinação, material que previne acidentes corriqueiros, porém sérios”, disse ele sobre o assunto. Além dos artigos que podem preservar a integridade dos trabalhadores, também faltam instrumentos adequados para a realização dos serviços. “Até mesmo as vassouras são, segundo informações extraoficiais, de péssima qualidade, o que força uma troca constante desses equipamentos”. Segundo pesquisa realizada pelo sindicato, as vassouras mais adequadas para o trabalho, conhecidas como encavas, são feita em nylon preto e com resistência maior do que as de madeira atualmente utilizadas pelos trabalhadores.

“Essa é a realidade dos nossos servidores. Apesar de a Prefeitura ter criado um nome pomposo (Oficial de Manutenção e Serviços), a função é a mesma dos garis e margaridas”, disse Leonardo ao destacar que o sindicato notificará a Prefeitura, nos próximos dias, quanto à não aquisição dos equipamentos devidos e questionará, também, a demora na licitação para essas compras. “Queremos resultados. Já procuramos, até mesmo, indicativos no Portal da Transparência da Prefeitura e não encontramos respostas. Após a notificação, caso não tenhamos o retorno imediato, protocolaremos uma ação junto ao Ministério Público para que as providências sejam cobradas judicialmente”. A cidade conta com aproximadamente 110 funcionários cadastrados para as funções e ligados diretamente à Secretaria de Obras, Habitação e Serviços, comandada por Paulo Henrique Ciccone.

COMPRANDO O PRÓPRIO MATERIAL – Leonardo ainda destacou que parte dos coletores/varredores comprou seus próprios uniformes. “Isso demonstra que a Prefeitura, na atual gestão, não se importa com os direitos dos trabalhadores. Estamos convocando as pessoas que adquiriram seus uniformes para que, com a validação das notas fiscais das compras, movamos uma ação de Danos Morais contra o secretário responsável pela pasta, pois é responsabilidade do gestor do departamento dar condições de trabalho a seus subordinados”.

Arbitrariedades similares serão os principais focos de trabalho do Sindicato dos Servidores e Funcionários Públicos Municipais de Avaré e Arandu no próximo ano. “Além de olhar para os direitos dos servidores, também temos que chamar a atenção da população em geral para a categoria. Precisamos do apoio popular para sensibilizar o prefeito, que depende de votos, e fazer com que ele perceba de que lado está a maior parte dos avareenses. Se nossa cidade não está mais caótica, isso não se deve aos nossos administradores, mas sim aos trabalhadores de cada setor que, independente das condições existentes, executam seus serviços da forma devida”, destacou.

SEM ADICIONAL INSALUBRIDADE – Ainda em referência aos direitos dos coletores da cidade, o Sindicato está atento ao não pagamento do Adicional Insalubridade à categoria. “Soubemos que um determinado engenheiro de Segurança no Trabalho afirmou, com suposto amparo em Lei, de que esses trabalhadores não possuem esse direito. Deixamos claro que faremos a defesa de todo servidor que se sentir lesado por esse ato, entrando com ações individuais e pedindo, além do mais, a um perito do Estado para analisar a veracidade dessa alegação”, disse Leonardo sobre o assunto.

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